BLOGGLOSTORA -José Carlos Peliano

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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Eleições municipais de 2012


Eleições municipais de 2012: o país se renova e avança
josé carlos peliano
 
                Ao término das eleições municipais de 2012, novo quadro eleitoral se apresenta no país a partir de uma primeira avaliação dos dados brutos divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os eleitores em geral digitaram nas urnas cédulas de cores mais populares que as anteriormente registradas em semelhantes pleitos. Mais educados politicamente fosse pelo enfrentamento das condições de vida e trabalho do dia a dia, fosse pela avaliação dos resultados dos programas de governo apresentados pelos prefeitos nas cidades onde moravam, os eleitores começaram a tomar efetivamente as rédeas da representação política nacional. Os números não mentem, embora os partidos e a mídia tentem muitas vezes ludibria-los com comentários parciais, interesseiros e equivocados.
                Senão vejamos. Avaliação quantitativa mostra que, pelos dados do TSE, sobre os votos das 7 principais agremiações partidárias, de 2000 a 2012, passando por 2004 e 2008, as únicas que ocuparam mais prefeituras e alcançaram tendências ascendentes no cenário nacional foram o PT e o PSB, as demais apontaram tendências descendentes perdendo prefeituras, sendo o DEM com a perda mais acentuada.

Partidos
PT
PSB
PMDB
PSDB
PP
PSD
DEM
2000
187
133
1256
989
608
-
1027
2004
411
180
1059
865
551
-
790
2008
550
308
1193
767
549
-
495
2012
635
442
1024
702
469
497
278

Fonte: TSE
Se em 2000 PT e PSB obtiveram em conjunto 7,62% de todas as 4000 prefeituras, em 2012 chegaram a 26,65% das 5566 apuradas pelo TSE. Pouco mais de um quarto das prefeituras do país estão hoje nas mãos dessas duas agremiações, tendo o PT sido eleito em 15,71% delas. Como em muitas cidades houve coligações entre partidos e o PT, PSB e PMDB se aproximado em boa parte delas, eles têm hoje em suas mãos mais de um terço das prefeituras brasileiras ao somarem 37,74%. Ao se adicionar os votos de prefeitos eleitos por PDT, PV e PCdoB (somando 463 prefeituras), esse percentual atinge 46%, pouco menos da metade do total das prefeituras. Tendo essas três agremiações posturas partidárias fortemente marcadas mais à esquerda no espectro político nacional, observa-se que 2012 pode ser considerado o ano em que os eleitores cravaram desejo expresso de que ações e projetos municipais venham a ter perfis sociais predominantemente progressistas, inovadores e avançados.
Levando em conta o total de votos, o PT foi a sigla partidária que obteve o maior número no 2º turno: 6,99 milhões. As outras siglas mais à esquerda, acima citadas, obtiveram em seu conjunto 6,18 milhões. O total de 13,17 milhões representam 56,52% dos votos válidos, excluindo os brancos e nulos, ou 41,52% do total dos votos válidos. Percentuais esses que confirmam a disposição do eleitorado nacional de ter administrações municipais voltadas mais à esquerda na condução das prefeituras, independentemente de nomes de prefeitos, situações regionais e brigas políticas.

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